COMO A FRIMESA TRANSFORMOU A COOPERAÇÃO NA FORÇA DA SUA MARCA PARA SUSTENTAR SEU CRESCIMENTO
A Brandwagon investigou todo o ecossistema da Frimesa e construiu uma marca corporativa capaz de alinhar estratégia, cultura, pessoas e crescimento
Uma marca corporativa demonstra sua força quando deixa de ser apenas uma forma de apresentar a empresa e passa a orientar a organização inteira. Foi isso que aconteceu na Frimesa.
Em 2026, a nova fase da marca foi apresentada simultaneamente aos mais de 13 mil colaboradores da cooperativa. Mas aquilo que o público viu era apenas a parte mais visível de uma transformação iniciada muito antes. Por trás da nova identidade havia uma estratégia construída pela Brandwagon para transformar a força do cooperativismo em uma direção clara para o futuro da empresa.
O resultado foi uma marca que recuperou o orgulho de ser cooperativa de maneira natural, sem recorrer a um discurso artificial sobre suas origens. Uma marca capaz de integrar os diferentes elos da Frimesa e direcionar toda a organização para um novo ciclo de crescimento.
COMO A FRIMESA TRANSFORMOU A COOPERAÇÃO NA FORÇA DA SUA MARCA PARA SUSTENTAR SEU CRESCIMENTO
A Brandwagon investigou todo o ecossistema da Frimesa e construiu uma marca corporativa capaz de alinhar estratégia, cultura, pessoas e crescimento
Uma marca corporativa demonstra sua força quando deixa de ser apenas uma forma de apresentar a empresa e passa a orientar a organização inteira. Foi isso que aconteceu na Frimesa.
Em 2026, a nova fase da marca foi apresentada simultaneamente aos mais de 13 mil colaboradores da cooperativa. Mas aquilo que o público viu era apenas a parte mais visível de uma transformação iniciada muito antes. Por trás da nova identidade havia uma estratégia construída pela Brandwagon para transformar a força do cooperativismo em uma direção clara para o futuro da empresa.
O resultado foi uma marca que recuperou o orgulho de ser cooperativa de maneira natural, sem recorrer a um discurso artificial sobre suas origens. Uma marca capaz de integrar os diferentes elos da Frimesa e direcionar toda a organização para um novo ciclo de crescimento.
CLIENTE
A Frimesa é uma das maiores cooperativas brasileiras do setor de proteína animal. Com sede no Oeste do Paraná, é uma Cooperativa Central formada por cinco cooperativas filiadas – Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato – que reúnem milhares de produtores rurais. A empresa atua na produção de carne suína e lácteos, conectando uma cadeia que começa no campo e chega diariamente à mesa das famílias.
Em 2025, a Frimesa alcançou um faturamento histórico de R$ 7 bilhões. Seu planejamento estratégico estabeleceu uma ambição ainda maior: chegar a R$ 15 bilhões anuais e processar 23 mil suínos por dia até 2032. A meta representa praticamente dobrar o tamanho do negócio em poucos anos.
Esse crescimento exigia mais do que novas estruturas produtivas. A empresa precisava de uma marca corporativa capaz de alinhar milhares de pessoas e diferentes públicos em torno de uma visão compartilhada.
DESAFIO
A Frimesa possuía ativos muito valiosos. Internamente, havia orgulho da origem cooperativista, respeito pelo campo e uma convicção profunda de que a qualidade dos produtos era uma forma de valorizar o trabalho dos produtores. Externamente, consumidores, varejistas, distribuidores e parceiros reconheciam a qualidade dos produtos e a proximidade nas relações.
Esses atributos, porém, ainda não estavam organizados em uma ideia corporativa capaz de explicar quem era a Frimesa, qual papel desempenhava em seu ecossistema e como pretendia crescer.
O cooperativismo também carregava uma tensão. Ele transmitia proximidade, cuidado, autenticidade e responsabilidade com as pessoas. Ao mesmo tempo, poderia ser associado a uma organização menos ágil, menos sofisticada ou menos preparada para competir com grandes empresas nacionais e multinacionais.
A pesquisadora Mary Jo Hatch, referência em marca corporativa, defende que sua força depende do alinhamento entre visão estratégica, cultura organizacional e imagem externa. Os valores centrais de uma marca só se tornam um recurso estratégico quando influenciam efetivamente a forma como a organização pensa, decide e trabalha.
Esse era o desafio da Frimesa: transformar uma cultura verdadeira, mas ainda dispersa, em uma marca que conectasse sua origem à dimensão que a empresa pretendia alcançar.
ESTRATÉGIA
A Brandwagon parte do princípio de que uma marca corporativa precisa emergir do que a empresa realmente é. Mas essa definição não pode ser construída apenas a partir da visão de seus dirigentes, nem resolvida em uma discussão superficial sobre propósito.
Por isso, realizamos uma pesquisa ampla com todo o ecossistema da Frimesa. As entrevistas foram feitas com executivos, acionistas, gestores das marcas, distribuidores, varejistas, fornecedores de matérias-primas e logística e parceiros de serviços. Também conduzimos pesquisas com consumidores do Paraná e de São Paulo, além da análise da concorrência e de informações internas da organização.
O valor da pesquisa não estava apenas em reunir percepções. Estava em confrontar diferentes pontos de vista, identificar tensões, distinguir atributos genéricos de diferenciais verdadeiros e interpretar os resultados com repertório de estratégia, gestão e branding.
O diagnóstico mostrou que o cooperativismo não era apenas uma característica da estrutura societária da Frimesa. Era sua verdade de origem e a lógica que explicava como a empresa gerava valor.
A Frimesa conectava diferentes famílias: as que produziam no campo, as que trabalhavam nas indústrias, as que comercializavam os produtos e as que os consumiam. A qualidade não era apenas uma especificação técnica. Era uma forma de honrar o trabalho do produtor, respeitar os parceiros e entregar confiança para quem levava o alimento à mesa.
As discussões com as lideranças permitiram confrontar essas evidências com a visão de futuro da empresa. Dessa combinação surgiu uma marca capaz de preservar a proximidade do cooperativismo e, ao mesmo tempo, demonstrar a competência, a escala e a ambição de uma das maiores empresas brasileiras de alimentos.
SOLUÇÃO
A cooperação como direção para o futuro
A cooperação deixou de aparecer apenas como parte da história da Frimesa e passou a ocupar o centro de sua estratégia corporativa.
Definimos “o poder da cooperação” como essência da marca e organizamos uma visão na qual produzir alimentos significa conectar campo e mesa, gerar prosperidade para quem produz e contribuir para vidas melhores em família.
A força dessa definição está em sua autenticidade. O cooperativismo não foi acrescentado à marca como um discurso publicitário. Ele já estava presente na cultura, nas relações e na forma como a Frimesa organizava seu negócio. Nosso trabalho foi revelar essa força, dar clareza a ela e transformá-la em uma direção capaz de orientar o crescimento.
Um sistema de marca feito para a Frimesa
O mercado de consultoria de branding está cheio de empresas que apresentam o “seu” sistema como único, proprietário e superior a todos os demais. Mas o melhor sistema de marca não é aquele que funciona melhor na apresentação da consultoria. É aquele que integra a forma particular como cada empresa entende e gerencia suas marcas – e que pode ser utilizado ativamente nas decisões do dia a dia. Por isso, a Brandwagon desenvolve um sistema próprio para cada cliente.
No caso da Frimesa, construímos um sistema que amarrou a ideia central da marca corporativa aos critérios necessários para orientar produtos, pessoas e processos. Também foram definidos os valores corporativos, que passaram a orientar trabalhos de comunicação interna e gestão de pessoas.
O sistema criou uma referência comum para que diferentes áreas pudessem tomar decisões a partir da mesma visão de marca, sem transformar o branding em uma responsabilidade isolada do Marketing ou da Comunicação.
Cinco elos unidos pela mesma marca
A grande conclusão do projeto foi representar a Frimesa como um sistema formado por cinco elos: quem produz, quem industrializa, quem distribui e vende, quem prepara e quem consome.
A marca corporativa passou a mostrar como esses elos dependem uns dos outros e como a Frimesa os conecta. Essa visão fortaleceu o orgulho de ser cooperativa do jeito certo: não como uma celebração forçada do passado, mas como uma forma contemporânea, eficiente e humana de gerar valor.
O resultado foi uma marca que integra os diferentes públicos e direciona toda a organização para os mesmos objetivos. Uma marca não produz sozinha 23 mil suínos por dia nem leva uma empresa a R$ 15 bilhões de faturamento. Mas ela pode fazer com que produtos, pessoas e processos avancem de maneira coerente nessa direção.
Foi essa base que a Brandwagon construiu para a Frimesa: uma marca nascida da cooperação, preparada para orientar o crescimento e bem estruturada para direcionar as ambições da empresa.